Planejamento Institucional - Orientações

A)    Planos 

 

Conforme definição registrada no tópico “Conceitos básicos de planejamento”, um Plano descreve as determinações de caráter geral de uma instituição/órgão/unidade/setor, suas grandes linhas políticas, estratégias e diretrizes.

 

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO

 

A UFRN utiliza o mesmo roteiro para a elaboração de Planos Trienais (Departamentos) e Quadrienais (Centros e Unidades Acadêmicas). O que distingue um Plano do outro é apenas o período de abrangência – 3 ou 4 anos, respectivamente.

Na preparação de um Plano Trienal ou Quadrienal deve-se indicar, inicialmente, o período de alcance do Plano. Em seguida, dentre outros aspectos julgados relevantes, sugere-se abordar os itens relacionados abaixo:

 

  

         Período: 

1. Análise Situacional 

 

  1. Objetivos

  

  1. Linhas Prioritárias de Ação

  

               3.1 Ensino de Graduação

               3.2 Ensino de Pós-graduação

               3.3 Atividades de Extensão

               3.4 Atividades de Pesquisa

               3.5 Capacitação Docente e Técnico-Administrativo

               3.6 Infraestrutura

 

  1. Cronograma das Ações

 

  1. Acompanhamento e Avaliação

 

 INDICAÇÕES PARA ORIENTAR À ELABORAÇÃO DA ANÁLISE SITUACIONAL 


Utilizada como suporte para elaboração de um Plano, a análise situacional é diferente do diagnóstico. Ela envolve o conceito de situação que obriga a determinar quem explica; assim, toda explicação é dita por alguém a partir de uma posição no contexto onde está inserido. Neste sentido, a análise situacional obriga a diferenciar as explicações. Cada ator avalia o fato de modo particular e atua segundo sua própria interpretação da realidade.

Na UFRN a elaboração de uma análise situacional demanda uma apreciação participativa, realizada a partir do julgamento ou relatório de cada unidade/setor que compõe a Instituição; uma equipe apenas sintetiza os documentos pertinentes.

 

Já o conceito de diagnóstico é mais restrito por reduzir-se a uma explicação única, sem muito rigor.

Na UFRN o diagnóstico é uma análise elaborada por uma única equipe a partir de dados e informações institucionais coletadas.

 

Em síntese, há dois conceitos-chave diferenciáveis:

  • Diagnóstico: redução da realidade a uma explicação única;
  • Situação: explicações assimétricas sobre a realidade; pressupõe não apenas respostas diferentes a perguntas iguais, mas respostas diferentes a perguntas diferentes, e que para um mesmo problema, há diferentes valores e chaves de interpretação possíveis.

 

Na construção de um Plano, Programa ou Projeto, recomenda-se inicialmente a elaboração de uma Análise Situacional, a partir de indicadores, sob a forma de um texto analítico, com conclusões que justifiquem as linhas de ação do Plano, Programa ou Projeto. Não se aconselha, portanto, a elaboração de diagnóstico.


Indicadores são referenciais de gestão essenciais nas atividades de monitoramento e avaliação das organizações/instituições, bem como nos projetos, programas e políticas, pois permitem acompanhar o alcance de metas, identificar avanços, melhorias de qualidade, correção de problemas e necessidades de mudança.

Na lista abaixo são apresentadas sugestões para a definição de indicadores, necessários à elaboração da Análise Situacional. 


 

I – CORPO DOCENTE E TÉCNICO ADMINISTRATIVO

  • Nº de docentes do quadro permanente, substitutos, visitantes e respectiva qualificação;
  • Nº de professores com previsão de saída para qualificação – nome e provável período de afastamento;
  • Nº de docentes em cargo de direção, afastados e a disposição de outros órgãos;
  • Nº de professores que já cumprem as condições legais para aposentadoria – nome e provável período;
  • Perdas docentes no exercício e previsão no triênio;
  • Nº de funcionários em exercício, afastados e em condições legais para aposentadoria – nome e provável período.

 

II - ENSINO

  • Nº de turmas oferecidas por semestres na graduação;
  • Nº de turmas oferecidas por semestres na pós-graduação;
  • Avaliação das condições de ensino para a graduação (SESu/INEP, quando houver);
  • Relação de cursos de pós-graduação com nº de alunos matriculados e avaliação da CAPES
  • Nº de bolsistas no Departamento

 

III – PESQUISA

  • Nº de grupos de pesquisa / nº de projetos;
  • Nº de projetos isolados de pesquisa;
  • Nº de professores envolvidos em atividades de pesquisa;
  • Nº de alunos envolvidos na pesquisa;
  • Produção acadêmica – (livros, artigos em periódicos, completos em anais, resumos em anais, resumos expandidos, outros);

 

IV - EXTENSÃO

  • Nº de projetos de extensão registrados;
  • Nº de eventos e cursos de extensão;
  • Nº de professores envolvidos em atividades de extensão;
  • Nº de alunos envolvidos nos projetos de extensão.

 

V – INFRAESTRUTURA

  • Nº de laboratórios de ensino;
  • Nº de laboratórios de informática;
  • Condições da biblioteca;
  • Número de salas de aula;
  • Numero de salas para docentes;
  • N° de auditórios e sua capacidade;
  • Espaços de convivência, cantina e outros.

 

VI – GESTÃO

  •  Instância de deliberação coletiva
  • Acompanhamento e Avaliação (Comissão)
  • Relatório de desempenho Anual para Prestação de Contas ao CONCURA

 

 

 

B)    Projetos – roteiro para elaboração de Projetos

 

Para baixar o roteiro, clique aqui 

 

C)    Relatórios –Roteiro para elaboração de relatório. Os relatórios  devem contemplar, dentre outros aspectos:

 

  • Uma parte introdutória com objetivos da unidade e finalidade do Relatório
  • Metodologia do trabalho desenvolvido;
  • Descrever e analisar os resultados alcançados no desempenho de suas atividades, por eixo e ações, levando-se em conta os resultados quantitativos e qualitativos no cumprimento dos objetivos estabelecidos;
  • Descrever as situações que inviabilizaram o atingimento dos objetivos e metas;
  • Descrever as medidas implementadas com vistas à correção de eventuais disfunções estruturais.
  •  Conclusão.